FOGUETÓRIO

Na Holanda, é proibido soltar fogos de artifício, que só são permitidos na véspera do ano novo. Ai de quem soltar um rojão, ou o que seja, sem ser no réveillon, porque vai pra cadeia, com certeza. Em estádio de futebol e outros eventos, então, jamais. Pois é, país de primeiro mundo, né? Foguetório é coisa de gentalha.

Em SSCaí, até a prefeitura patrocina eventos com foguetório, dando muito mau exemplo. Daí, todos se acham no direito de, a qualquer pretexto, encher o saco dos outros. Aliás, no pensamento deles, isso só incomoda os cachorros e eles não estão nem aí. Besteira. Eu odeio foguetes e rojões e sei de MUITA GENTE que também odeia, contrariando esses idiotas.

Para acabar com a ignorância dessas pessoas, informo que MILHARES DE PÁSSAROS morrem por causa da barulheira, que, comprovadamente, perturba a saúde dos idosos, com o aumento da pressão arterial, e dos bebês, provocando choro e até vômitos. Viram? Não só os cachorros sofrem. Pelo jeito, esses “fogueteiros” odeiam gente também!!!

CAÇADOR BOM É CAÇADOR MORTO.

CARROCEIRO BOM É CARROCEIRO MORTO.

DEUS CRIOU OS PÁSSAROS, A MALDADE HUMANA INVENTOU A GAIOLA.

“Tome partido. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado." (Elie Wiesel)

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa)

"Existe 1 pessoa para fazer o bem, 10 para fazer o mal e 100 para criticar/atrapalhar quem faz o bem."

É PORQUE SOU TÃO TEIMOSA QUE INSISTO EM MUDAR O MUNDO."

(Mercedes Soza)

21 de junho de 2013

ESTUDO COM 150 MIL PESSOAS MOSTRA RELAÇÃO CLARA ENTRE O CONSUMO DE CARNE E O DESENVOLVIMENTO DO DIABETES TIPO 2.

Diabetes, câncer e doenças cardiovasculares são alguns dos males comprovados do consumo de carne à saúde humana.

          Publicado nesta segunda-feira (17) no periódico médico JAMA Internal Medicine (veja aqui), um estudo realizado pela Universidade Nacional de Singapura traz novamente à pauta a relação entre o consumo de carne e os problemas de saúde.
          Os pesquisadores analisaram estudos anteriores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com dados de cerca de 150.000 pessoas. Foi observado que, quando uma pessoa aumenta em apenas meia porção o consumo de carne vermelha por dia, o risco de desenvolver diabetes do tipo 2 é 48% maior em apenas 4 anos.
          O estudo concluiu também que apenas diminuir o consumo de carne não é suficiente para uma prevenção eficaz da doença, uma vez que diminuir em meia porção ao dia a quantidade de carne faz os riscos de desenvolver o diabetes descerem apenas 14%.
          O ideal, portanto, é mesmo deixar o consumo e adotar uma alimentação que tem efeitos protetores em nossa saúde, sem nada de origem animal. Outros estudos apontavam para os mesmos resultados: carne faz mal à saúde e não apenas por causa do desenvolvimento do diabetes tipo 2, mas também por favorecer o aparecimento de diversos tipos de câncer, entre eles, o de cólon. Pesquisas anteriores também mostraram que o consumo de carne prejudica o sistema renal e diminui a expectativa de vida.
          Pelos animais, pelo meio ambiente e por sua saúde, dê uma chance ao veganismo em sua vida. Quer saber mais sobre isso? Acesse www.sejavegano.com.br.

Se você quiser dar um passo adiante na saúde da sua família, não deixe de assistir gratuitamente ao documentário “Troque a Faca pelo Garfo”, disponível em www.vista-se.com.br/saude.

(Publicado em ViSta-se.)

19 de junho de 2013

Procurador-geral da República quer proibição de vaquejada no Ceará


Vaquejada: horror e sofrimento. (Foto: Divulgação)

          No “pacote” de ações de inconstitucionalidade ajuizadas no Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel – cujo mandato está chegando ao fim – há uma que demonstra compaixão e respeito aos animais. Trata-se de ação (Adin 4.983) contra lei estadual do Ceará (Lei 15.299/13) que regulamenta a vaquejada (um rodeio nordestino) como “prática desportiva e cultural”.
          Na petição, de autoria da ex-vice-procuradora-geral Deborah Duprat, lê-se: “Parece evidente que a vaquejada enseja danos consideráveis aos animais, podendo ser tachada de prática que implica tratamento cruel e desumano às espécies que dela participam”.
          O Ministério Público Federal ressalta que o STF já tratou, em ações anteriores, dos “limites às manifestações culturais”, prevalecendo o entendimento de que se deve afastar “toda e qualquer prática que trate inadequadamente os animais, ainda que sob o pretexto de ela ocorrer dentro de um contexto cultural ou esportivo”. São citadas as decisões que consideraram inconstitucionais as brigas de galos e a “farra do boi”- esta uma antiga tradição catarinense, de origem açoriana, que o STF proibiu, em julgamento de 1997.


(Publicado por ANDA - Agência de Notícias de Direitos dos Animais)

*** Esse crime pode ser considerado "tradição", "cultura", "esporte"??? Igualzinho ao nosso rodeio: feito para imbecis, que se dão a tanto "trabalho". Vão trabalhar de verdade!!!

CINOMOSE


Não somos contra adoção por famílias ou pessoas humildades, mas é fato que quem vai adotar tem que ter ao menos condições financeiras favoráveis para dar o suficiente na questão saúde, alimentação, segurança, moradia. Senão, é melhor não adotar, pois pessoas que não possuem tais meios não terão nem para sua própria existência, quanto mais ser responsável por animais. Protetores: ao doar, sejam responsáveis, vocês estão colocando a vida do animal na mãos de outras pessoas que talvez não tenham o mesmo zelo que nós!

(Dr. Fábio Vicentini)

17 de junho de 2013

 O LEITE, ENTRELINHAS ...


Na embalagens, uma fazendinha feliz. Na rotina da empresa, exploração e assassinatos.

          A fazenda São José, que produz a marca de leite Fazenda Bela Vista, é a propriedade que tem a maior produção de leite do Brasil e tem os mais modernos equipamentos do setor. Em uma matéria publicada no site do programa Globo Rural, em 2011, o já falecido fundador do negócio explica, ao lado de seu neto e sucessor, alguns processos que levaram seu negócio ao êxito financeiro. Ao explicar como consegue retirar, em média, 26 litros por dia de cada uma das 2.430 vacas em lactação, ele revelou, entrelinhas, algumas práticas monstruosas que passam despercebidas pela maioria das pessoas. Sem a intervenção humana, uma vaca não produziria mais que 3 litros de leite por dia, o suficiente para seu filhote.
          Assim como uma mulher ou qualquer outra fêmea de um animal mamífero, a vaca só produz leite quando tem um filhote. Ao todo, a fazenda São José tem 6 mil vacas, que são inseminadas artificialmente e exploradas até o momento do descarte (morte). Cerca de ⅓ das vacas sempre estão em lactação. Além das quantidades astronômicas de grãos e outros alimentos que estes animais consomem (135 toneladas de comida por dia), chama a atenção o manejo dos filhotes.
          Em algumas propriedades leiteiras, os filhotes que nascem machos simplesmente são descartados, mortos para virar algum tipo de gordura ou triturados para virar ração. Na fazenda São José, ao que parece, eles acharam mais rentável criar os bezerros machos e as novilhas (filhotes fêmeas) até os 180 dias. Nessa idade, ainda bebês, os machos são assassinados e as fêmeas vão para a primeira inseminação artificial, para começar o ciclo de cria e exploração de seu leite. Os filhotes passam apenas 12 horas com a mãe, para que seja liberado o colostro, que é congelado e pasteurizado. Depois, os filhotes são separados da mãe e enviados para baias individuais. O colostro é um alimento especial preparado pela natureza para as primeiras horas de vida de um bebê mamífero, porém, na indústria leiteira ele é congelado e pasteurizado.
          A reportagem do Globo Rural não revelou, no entanto, qual o destino dos corpos dos filhotes machos e do colostro roubado das mães. Provavelmente, os bezerros machos são vendidos como vitela, uma carne branca e com pouco desenvolvimento muscular (de filhote).
          Todos estes dados são de uma propriedade que é modelo no setor leiteiro. Ainda assim, a exploração e morte dos animais é parte do negócio. Na maioria dos casos, é muito pior.

Conheça os números da Fazenda São José:

Produção de leite: 65 mil litros/dia;
Vacas em lactação: 2.430 cabeças;
Média de produção/vaca/dia: 26 litros;
Consumo de silagem (milho, soja e outros alimentos) e feno: 135 toneladas/dia;
Consumo de água: 900 mil litros/dia;
Rebanho total: 6 mil animais;
Mão de obra: 56 funcionários.

(Publicado em ViSta-se.)

12 de junho de 2013

Pará - Outro prefeito é acusado de exterminar animais

          A exemplo de Santa Cruz do Arari, caso amplamente divulgado pela mídia (consulte o Tio Google), o município de Tucuruí, no sudeste paraense, também foi alvo de uma campanha de extermínio de cachorros e gatos que resultou nas mesmas imagens chocantes divulgadas agora pela RBATV.
          A matança dos animais domésticos naquele município, registrada em um vídeo produzido por duas crianças, em 2011, teria o aval e a conivência do prefeito Sancler Antônio Wanderley Ferreira (PPS), atual presidente da Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins (Amat). As imagens foram parar nas mãos do ex-vereador Tom Bonfim e do jornalista Wellington Hugles, que denunciaram o crime. Tom Bonfim oficializou a denúncia durante uma audiência pública no plenário da Câmara Municipal, apresentando fotos e vídeos e cobrou providências e o fim da matança ao então secretário de Saúde do Município, Charles Tocantins. A matança parou e a responsável pelo canil do município, na época, identificada somente como veterinária Ana (veterinária?), foi afastada da função.
          O caso teria sido abafado na imprensa local e estadual por intervenção da Prefeitura de Tucuruí que teria conseguido anular a publicação das matérias nos grandes jornais de circulação estadual, e nos principais canais de televisão, evitando um escândalo de maiores proporções.
          A equipe de jornalismo do Jornal de Tucuruí através do jornalista Wellington Hugles teve acesso ao canil municipal de Tucuruí, onde foram registradas diversas fotos de cachorros mortos amontoados em carrocerias de camionetes.
          O ex-vereador também declarou que o prefeito Sancler Ferreira (PPS) tinha conhecimento do fato. O DIÁRIO não conseguiu contato com o prefeito de Tucuruí, ontem à noite, para que ele desse maiores esclarecimentos sobre o assunto.

Outros casos:

          Além de Tucuruí e Santa Cruz do Arari, onde pode até ser pedido o afastamento e a prisão preventiva do prefeito, Marcelo Pamplona, outras denúncias de carnificina de animais já foram registradas também com requintes de perversidade em outros municípios do Estado.
          Em Jacareacanga, cães apreendidos pela Prefeitura nas ruas teriam sido queimados vivos. Em março deste ano, a população denunciou a ação da famosa ‘carrocinha’ comanda pela Prefeitura de Breu Branco, que estaria recolhendo indiscriminadamente cães e gatos nas ruas da cidade para serem abandonados vários quilômetros da área urbana, sem as mínimas condições de sobrevivência, até mesmo sem água.

(Diário do Pará)


*** Não pensem, nem por um segundo, que isso acontece somente por lá, só porque foi filmado e colocado nas redes sociais. Por aqui esse expediente de recolher animais nas ruas e abandoná-los em municípios vizinhos já foi muito utilizado e o é, ainda. Várias pessoas da nossa cidade, SSCaí, já viram um certo caminhão-baú abrir as portas e despejar vários cães, arrancando a toda velocidade logo em seguida. Foi visto no Rio Branco, no centro da cidade e até em municípios vizinhos, como na estrada pra Montenegro. Por vezes, notamos a falta de vários animais conhecidos na cidade. O que é feito deles??? Sei lá. Também é usado o expediente de envenenamento, o recolhimento pra ”local incerto e não sabido”, que não é canil municipal e nem um local adequado, sem que se fique sabendo o destino dos pobres bichos, enfim, a carnificina é nacional. Mas nós temos a ver com o que acontece nesta cidade. Por isso, peço a todos que presenciem qualquer ato de abuso, abandono, maus tratos, crueldade e assassinato de animais, que filme, ou tire fotos, ou pegue as placas dos veículos, enfim, que FAÇA ALGUMA COISA PRA IMPEDIR. Ou é só o que aparece na mídia é que tem importância? Se apareceu na mídia é porque ALGUÉM SE IMPORTOU, tanto que filmou, tirou fotos e, se não denunciou pessoalmente, encaminhou pra quem poderia fazê-lo. Ninguém tem obrigação, nem os protetores de animais, mas tem o DEVER de fazer alguma coisa pra evitar que alguém ou algum um animal sofra. DEVER !!! Depois, não reclamem pelo país estar como está, afundado na corrupção. Nós mesmos colocamos essa banda podre lá, por OMISSÃO, LENIÊNCIA E COMPLEXO DE PILATOS.

3 de junho de 2013

PROJETO DE LEI Nº 16/2013

Assunto: “CRIA O SERVIÇO PORTONENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS (SEPPA) NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO CENTRALIZADA DO EXECUTIVO MUNICIPAL, DISPÕE SOBRE SUAS COMPETÊNCIAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.”

MARIA ODETE RIGON, Prefeita Municipal de Portão, Estado do Rio Grande do Sul, no uso das atribuições que lhe confere a Lei Orgânica Municipal. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte LEI:

Art. 1º Fica criado o Serviço Portonense de Proteção aos Animais (SEPPA) no âmbito da Administração Centralizada do Executivo Municipal, vinculada à Secretaria da Saúde.

Art. 2º O SEPPA é o órgão central de formulação e estabelecimento das políticas públicas destinadas à saúde, à proteção, à defesa, ao controle populacional e ao bem-estar dos animais no âmbito do Município de Portão.

Art. 3º Compete ao SEPPA, no âmbito de suas atribuições, para o cumprimento de suas finalidades:
I – esterilização e microchipagem de carnívoros domésticos para animais sob custódia municipal, de rua, ou que pertençam a pessoas com baixa renda comprovada pelo Governo Federal por Programas Sociais (Bolsa Família, por exemplo), com respectiva prioridade;
II – planejar, coordenar, desenvolver, articular, implementar, gerenciar, controlar e executar ações voltadas à efetivação das políticas sob sua responsabilidade;
III – articular e promover políticas para os animais, mediante interlocução com a sociedade civil, com agências nacionais e internacionais e com os demais Poderes e esferas da Federação;
IV – promover e acompanhar a execução dos contratos e dos convênios, bem como dar continuidade aos acordos vigentes;
V – promover e organizar seminários, cursos, congressos e fóruns periódicos, com o objetivo de discutir diretrizes para as políticas públicas a serem desenvolvidas e implantadas;
VI – planejar e adotar as providências necessárias à garantia do cumprimento da legislação, no âmbito de suas atribuições;
VII – organizar, gerenciar e capacitar grupo de voluntários, para dar suporte a projetos relacionados à causa animal;
VIII – exercer as atribuições que lhe forem delegadas pela Prefeita Municipal;
IX – realizar convênio com clínicas veterinárias para animais sob custódia municipal, de rua, ou que pertençam a pessoas com baixa renda comprovada pelo Governo Federal por Programas Sociais (Bolsa Família, por exemplo), com respectiva prioridade, e tenham sofrido alguma forma de trauma, como atropelamento ou maus-tratos; e
X – fiscalizar maus-tratos aos animais.

Art. 4º Todas as atividades públicas municipais referentes aos animais domésticos passam a ser administradas pelo SEPPA, respeitadas e mantidas as competências da Equipe de Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde, compreendendo-se, ainda, nas atividades do SEPPA, as seguintes:
I – o recolhimento, a remoção, a apreensão, o alojamento e a guarda de animais soltos nas ruas que apresentem riscos reais à população – zoonose cujo tratamento inexiste ou de raça ou tamanho potencialmente assassino (pit bull, rottweiler e etc.);
II – a garantia de espaço físico destinado à observação técnica pelo prazo determinado pela norma técnica/MS para animais agressores, mordedores, com alterações comportamentais ou neurológicas, como forma de monitoramento da raiva urbana;
III – o licenciamento e a fiscalização de estabelecimentos destinados à criação, ao comércio, à hospedagem, ao transporte, ao alojamento, às feiras e à prestação de serviços envolvendo ou utilizando animais; e
IV – a notificação à Vigilância Sanitária de todos os casos de animais que estejam envolvidos em agravos de mordeduras com possível exposição a vírus rábicos, após laudo veterinário emitido pelo SEPPA.
Parágrafo único. O disposto no inc. III do caput deste artigo não se aplica aos estabelecimentos considerados de interesse à saúde como consultórios, clínicas, hospitais e laboratórios veterinários que permanecerem sob a responsabilidade da Vigilância Sanitária.

Art. 5º A estrutura organizacional do SEPPA, a definição das competências e a criação dos cargos serão definidas em legislação vinculada à estrutura administrativa do Município de Portão.

Art. 6º As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias do Executivo Municipal.

Art. 7º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Portão (RS), Gabinete da Prefeita Municipal, em 21 de fevereiro de 2013.

MARIA ODETE RIGON
Prefeita Municipal

JUSTIFICATIVA

          A política municipal carece de um dispositivo e de uma ordem legal capazes de disciplinar, regrar e estabelecer as ações referentes à proteção dos animais.
          No Município de Portão, temos uma crescente população de animais de rua, com isso se viu a necessidade de garantir a estes animais a sobrevivência, além da preocupação ecológica e bem-estar animal também incide fortemente em promoção de saúde pública.
          Desta forma torna-se um desafio ao poder público trabalhar a prevenção e o controle de animais, com vistas à saúde humana, conciliando ao bem estar dos animais. Dentro desta perspectiva, a implantação do Serviço Portonense de Proteção aos Amimais (SEPPA) surge com o objetivo de combater e controlar o desenfreado aumento desta população assim como trabalhar a conscientização da sociedade afim de evitar constantes históricos de maus tratos.

          Por estas razões, o Poder Executivo solicita o exame do presente projeto de lei aos senhores vereadores, ao tempo que os cumprimenta cordialmente.

MARIA ODETE RIGON
Prefeita Municipal

(Projeto aprovado por unanimidade de votos na sessão legislativa do dia 25 de março de 2013.)

***Que vergonha pra nossa cidade e pros nossos políticos (leia-se prefeito e vereadores), não é??? Realmente, a nossa cidade está ficando pra trás. É a mais antiga da região e tá ficando pra trás. Só falam nos tais aviários e pocilgas. Nada mais melhora, nada mais é feito. Do que adianta a cidade ter dinheiro se não o gasta em benefício da população??? Aonde vai o dinheiro? A gente não vê nada sendo feito. O que o poder público tem obrigação de fazer, não faz. Gasta toda a nossa grana em carnaval, rodeio, Festa da Bergamota e outros “incentivos” aleatórios. Que vergonha!!!



          "O direito que nos assiste quando expressamos o nosso inconformismo com o crime é o mesmo que se transforma em dever da autoridade pública em averiguá-lo, pois o cidadão espera dos órgãos de governo a proteção necessária contra o crime e a violência.”
          A Constituição Brasileira declara, no seu artigo 5º, XI, que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.
          Nada existe no nosso ordenamento jurídico que nos leve a entender que esta norma tenha por destino a prestação de socorro, exclusivamente, ao animal. Não tem fundamento e é arbitrária qualquer restrição ao texto constitucional, pois o próprio artigo 225, §1º, inciso VII, afirma incumbir ao Poder Público a vedação das práticas que submetam os animais à crueldade. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” e que “para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade”.
          Deixar um animal sem água e sem comida, preso entre a janela e a rede de proteção de um apartamento, durante vários dias, é submetê-lo à crueldade, é condená-lo à morte, é crime. De que maneira poderá o Poder Público, em obediência à Constituição, proteger este animal ou vedar a submissão dele à crueldade ou à morte sem socorrê-lo? É dever do Poder Público, fazendo uso de uma das exceções constitucionais ao princípio da inviolabilidade do domicílio, prestar socorro imediato ao animal.
          Devemos lembrar, ainda, que o Código Penal, em seu artigo 150, §3º, inciso II, afirma “não constituir crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências, a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser”.
          Algumas providências acautelatórias devem ser tomadas para que não venha a ser configurada a violação de domicílio. Em companhia de duas testemunhas, abra a porta da casa com um chaveiro e, depois da prestação do socorro, feche-a. No próprio local, lavre um termo descrevendo as condições em que se encontrava o animal, assine e colha as demais assinaturas. Comunique o ocorrido na circunscrição policial e leve o animal para ser atendido e examinado numa clínica veterinária. “Manter-se inerte diante de um ato de maus-tratos é conduta moralmente censurável, que só faz crescer a audácia do malfeitor”, conforme nos faz lembrar o brilhante Promotor de Justiça de São José dos Campos – São Paulo, Laerte Fernando Levai, em sua obra ‘Direito dos Animais’."

*** Eu completo: O MESMO TEMOR DE INVADIR UM DOMICÍLIO ACONTECERIA SE FOSSE “GENTE” QUE ESTIVESSE EM PERIGO ??? EU MESMA RESPONDO: NÃO !!! Então, não tenham medo, chamem a polícia e invadam. Se a polícia não vier, invadam assim mesmo. Retirem os animais em perigo e atendam. Se disserem que “não podemos invadir”, digam “podemos, sim”. O resto é besteira de quem não quer fazer nada!!! Qualquer semelhança com o que acontece nesta cidade, principalmente nas enchentes, NÃO É MERA COINCIDÊNCIA !!!

21 de maio de 2013

JAMES CAMERON CONVIDA AMBIENTALISTAS A CONHECEREM O VEGANISMO


          Um dos mais respeitados diretores de cinema do mundo é também um ativista pela divulgação do veganismo. Desde outubro de 2012, quando tornou-se vegano com sua família (relembre), o cineasta James Cameron vem demonstrando ser um importante aliado na divulgação da causa vegana e também um apaixonado voluntário por causas ambientais.
          Em um importante evento realizado no Canadá, chamado Blue Ocean Film Festival and Conference, Cameron contou sua experiência pessoal em relação ao veganismo e desafiou todos os presentes a confirmarem os resultados por si mesmos, adotando uma alimentação livre de produtos de origem animal (leite, ovos, carnes etc).
          Como o tema da conferência foi preservação dos oceanos, James Cameron foi direto ao ponto e disse que o primeiro passo para salvar os peixes é simplesmente não comê-los. Parece óbvio, mas é o tipo de frase que realmente surpreende a maioria das pessoas. Mesmo pessoas consideradas ambientalistas muitas vezes não fazem a ligação entre o que há em seu prato e o impacto que isso gera no planeta.
          Cameron contou que decidiu ser vegano depois de assistir ao documentário Forks Over Knives (Troque a Faca Pelo Garfo), uma produção norte-americana que apresenta os benefícios de uma alimentação baseada exclusivamente em vegetais. Assista aqui, com legendas. Assim que o filme terminou, Cameron foi até a cozinha e jogou fora tudo que tinha ingredientes de origem animal. Desde então, o premiado cineasta que dirigiu filmes como Titanic e Avatar não consome nada que tenha ovos, laticínios, carnes ou qualquer outro ingrediente de origem animal.
          Se você quer conhecer mais sobre o veganismo, temos um site perfeito para você. É uma página simples e clara onde você pode se informar rapidamente sobre o que é veganismo e pegar receitas e documentários.


Assista a um trecho da palestra de James Cameron. O vídeo foi traduzido e disponibilizado pelo site Camaleão (conheça). | Youtube.

(Publicado em ViSta-se)

20 de maio de 2013

GAROTO AUTISTA FICA MAIS FALANTE E FELIZ APÓS ADOTAR CACHORRA RESGATADA

          Foi preciso apenas uma amizade verdadeira para o menino Johnny, que é autista, deixar de viver em seu mundo e encontrar alegria na companhia da família e de Xena, sua cachorra. Para Xena, foi a chance de deixar para trás um começo de vida muito difícil: a cachorrinha foi adotada depois de ser abandonada à beira da morte. Um final feliz que você lê aqui:


Antes de encontrar a cachorra Xena, Jonny passava horas jogando bolinhas de gude sozinho.

          Um garoto de oito anos que sofre de autismo se transformou de um garoto “dolorosamente estranho e isolado” em um menino tagarela graças à sua amada cachorra resgatada. Em apenas dois meses, a cachorra mix Staffordshire terrier fez de Jonny Hickey “a criança mais feliz desde que eu o conheço”, disse sua mãe, Linda, ao Daily Mail.
          Jonny, que vive na Geórgia, nos Estados Unidos, mal falava antes de encontrar Xena. Ele passava horas jogando bolinhas de gude sozinho e morria de medo de novas experiências. Os dois desenvolveram uma relação especial desde que se encontraram, dois meses atrás, quando a família adotou a cachorrinha. Desde então, Jonny se transformou em um menino carinhoso e feliz, que considera Xena sua melhor amiga.
          Um vídeo com os dois mostra Jonny cantando You’ve got a friend in me (música de Randy Newman é tema de ‘Toy Story”) com Xena em seu colo. Em outro, o menino diz que ele e Xena formam um time mais que perfeito e beija a cabeça da cachorrinha.
          Mãe de dois filhos, Linda Hickey, de 44 anos, disse em uma entrevista ao Today.com: “Estes dois estavam destinados a ficar juntos, a salvar um ao outro em um nível que os humanos simplesmente não conseguem entender”.
          “Desde o primeiro dia, a cachorra sentou-se no colo dele no banco do carro, e tem lhe dado todos esses beijos. E é ali que ela tem ficado desde então”, disse Linda.
          A professora disse que seu filho agora não para de conversar, falando a ela sobre como foi seu dia na escola.
          Xena foi levada para um abrigo de animais na Georgia no fim de 2012, depois de ter desmaiado no quintal de uma pessoa. A cachorra de quatro meses estava esquelética e com cicatrizes, após ter sido jogada numa gaiola.
          A equipe do abrigo DEKalb County Animal Services, na Geórgia, disse que Xena chegou pesando por volta de 1,8 kg e num estado muito próximo da morte, de acordo com o Today.com.
          Chrissy kaczynski, do abrigo, disse que em 12 anos de trabalho com cachorros resgatados, Xena é um dos piores casos que já presenciou. A filhote rapidamente se recuperou e ganhou o apelido de Xena, a guerreira.
          A mãe de Jonny achou a cachorra numa página do Facebook e foi pegá-la em um evento para angariar fundos para o abrigo, em novembro último. Ela diz que a conexão entre seu filho e Xena foi instantânea.
          “Estávamos lá literalmente havia apenas quatro minutos quando Xena correu rapidamente na direção de Jonny e do meu marido. Eu já amei aquela cachorra na hora e, depois de conhecê-la, eu realmente confirmei este amor”.
          Pesquisas sobre os efeitos de crianças com autismo e a companhia de animais têm mostrado que eles são mais propensos a rir e a falar na presença de animais que na de brinquedos.
          Cães do Serviço de Autismo da América que possuem treinamento especial proporcionam um efeito calmante nas crianças. A mãe de Jonny posta regularmente fotos no Facebook de Xena e fez uma série de vídeos de apoio para entidades de prevenção de autismo e crueldade contra animais.
          “Meu nome é Jonny e esta é minha cachorrinha, Xena”, ele fala no vídeo, com a cachorra descansando perto dele com a pata em seu colo.
          “Bom, minha Xena foi muito machucada por pessoas não muito legais. E eu tenho austismo. Então, eu acho que nós formamos um time mais que perfeito para espalhar que se deve ser bom com os animais e legal com crianças como eu”, disse Jonny.


Xena foi encontrada quase morta, desmaiada em um quintal, porém, respondeu bem ao tratamento e teve a sorte de encontrar Jonny e mudar o destino de ambos.

(ATEAC - Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas)

*** Vocês viram na foto do que é capaz um "ser humano"? Quanta "humanidade"!!!

15 de maio de 2013

Zoológico já era!

Ivan Santos - Jornalista

          Há 10 anos mais ou menos, alguns ativistas ambientais, com apoio de sociedades protetoras de animais, moveram uma campanha nacional contra a exploração de animais selvagens em circos. Com apoio da mídia, a campanha vingou e, hoje, não há mais animais selvagens ou domesticados em exibição nos circos que percorrem o Brasil. Os animais condicionados, explorados em espetáculos bizarros, foram entregues ao Ibama, que os conduziu a reservas ambientais onde receberam ou ainda recebem tratamento ministrado por especialistas ou servem a pesquisas biológicas. Não vimos, até hoje, nenhum ativista defensor de animais protestar contra a prisão perpétua imposta a animais selvagens em zoológicos. Há mais de dois séculos, na Inglaterra, adeptos de espetáculos bizarros criaram jaulas para exibir plateias curiosas, seres humanos com defeitos físicos. Após protestos de líderes religiosos contra aquela prática surrealista, os promotores de espetáculos exóticos passaram a exibir, em praças e jardins, animais selvagens, principalmente leões, tigres, rinocerontes e girafas. O sucesso foi tanto, que os zoológicos conquistaram o mundo. Um movimento norte-americano contra os zoológicos informou que, hoje, mais de 5 milhões de animais selvagens ainda vivem em prisões perpétuas no mundo. A cada ano, 500 mil animais presos em zoológicos morrem em instalações inapropriadas para abrigar seres vivos que têm direito e necessidade de viverem em liberdade. A defesa de um zoológico como centro de pesquisas científicas para conhecer a vida animal no Brasil é disfarce. Não há, salvo raras exceções, trabalhos científicos sérios feitos por pesquisadores qualificados em zoológicos. Se há, é preciso divulgá-los. Blábláblá não vale. Sem nenhum respeito à vida natural, milhões de indivíduos de todas as espécies animais foram tirados do habitat natural e confinados em milhares de zoológicos em todos os continentes. Pra quê? A maioria das pessoas ainda hoje não sabe. Há, no mundo, muitos zoológicos particulares. Um, na Colômbia, foi organizado e mantido pelo traficante Pablo Escobar enquanto viveu. Escobar se encantava em ver animais presos em jaulas. Freud explicou esse tipo de sentimento humano. Uma sociedade civilizada, na Era do Conhecimento, não pode admitir a existência de animais presos em jaulas nem saber que a prefeitura compra pescoços de frangos, frescos, para alimentar leões. Zoológico “já era”. Não dá mais. Chegou a hora de discutir a validade cultural ou científica dos zoológicos. Entre neste debate.


*** Não caia na LOROTA de que os animais são muito bem tratados nos zoológicos. É mentira!!! Estão totalmente fora de seus habitats e isso, por si só, já é razão suficiente pra não trazê-los. Além do mais, estão alimentando o TRÁFICO INTERNACIONAL DE ANIMAIS, uma indústria bilionária, feita somente por “máfias” internacionais. Não existem animais “legalizados” pra esse comércio. Quando um zoológico aqui do Brasil “adquire” um exemplar no exterior, sabe de onde ele veio??? Não sabe não!!! Pode estar comprando da máfia mesmo, um animal roubado, sequestrado, ilegal mesmo. Não há provas em contrário. Ou devemos acreditar na “palavra” desses “comerciantes”??? Eu, com certeza, não acredito nem um pouco. Só há uma maneira de terminar com esse tráfico:  TERMINAR COM OS ZOOLÓGICOS E CIRCOS COM ANIMAIS !!! Simples assim.